sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Escola X Violência


A violência é um problema social que está presente nas ações dentro das escolas, manifesta de diversas formas entre todos os envolvidos no processo educativo. Isso não deveria acontecer, pois escola é lugar de formação da ética e da moral dos sujeitos ali inseridos, sejam eles alunos, professores ou demais funcionários.

Porém, o que vemos são ações coercitivas, representadas pelo poder e autoritarismo dos professores, coordenação e direção, numa escala hierárquica, estando os alunos no meio dos conflitos profissionais que acabam por refletir dentro da sala de aula.

Além disso, a violência estampada nas ruas das cidades, a violência doméstica, os latrocínios, os contrabandos, os crimes de colarinho branco tem levado jovens a perder a credibilidade em uma sociedade justa e igualitária, capaz de promover o desenvolvimento social em iguais condições para todos, tornando-os violentos, conforme estes modelos sociais.

Nas escolas, as relações do dia-a-dia deveriam traduzir respeito ao próximo, através de atitudes que levassem à amizade, harmonia e integração das pessoas, visando atingir os objetivos propostos no projeto político pedagógico da instituição.

Muito se diz sobre o combate à violência, porém, levando ao pé da letra, combater significa guerrear, bombardear, batalhar, o que não traz um conceito correto para se revogar a mesma. As próprias instituições públicas utilizam desse conceito errôneo, princípio que deve ser o motivador para a falta de engajamento dessas ações.

Levar esse tema para a sala de aula desde as séries iniciais é uma forma de trabalhar com um tema controverso e presente em nossas vidas, oportunizando momentos de reflexão que auxiliarão na transformação social.

Com recortes de jornais e revistas, pesquisas, filmes, músicas, desenhos animados, notícias televisivas, dentre outros os professores podem levantar discussões acerca do tema numa possível forma de criar um ambiente de respeito ao próximo, considerando que todos os envolvidos no processo educativo devem participar e se engajar nessa ação, para que a mesma não se torne contraditória. E muito além das discussões e momentos de reflexão, os professores devem propor soluções e análises críticas acerca dos problemas a fim de que os alunos se percebam capacitados para agir como cidadãos.

Afinal, a credibilidade e a confiança são as melhores formas de mostrar para crianças e jovens que é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

História da nossa escola ''Victor Meirelles''


Em 1911, foi criado, em Santa Catarina, um novo tipo de escola, já então existente no Estado de São Paulo: O Grupo Escolar, cujo prédio, dividido em "Secção Masculina" e "Secção Feminina", congregava diversas classes de alunos, cada qual com o seu professor responsável, sob a supervisão de um diretor. Esse tipo de escola vinha substituir a tradicional escola primária, onde não havia seriação de ensino, e um mesmo professor, o "Mestre Único", ensinava todos os alunos. As vantagens inovadoras do Grupo Escolar eram intensamente analisadas pelos educadores da época: divisão de trabalho, seriação do ensino, economia de instalações. Foi sob a égide dessa modernização, no Governo do Cel. Vidal de Oliveira Ramos, que se inaugurou o Grupo Escolar Victor Meirelles, no dia 04 de dezembro de 1913. O mobiliário, como para as demais escolas dessa natureza, veio dos Estados Unidos e de São Paulo. Havia um pequeno gabinete de Física e de Química, um Museu Escolar e um piano para as aulas de canto. Naquela década, pregava-se a reforma do ensino, principalmente com o método intuitivo da Escola Modelo dirigida por Miss Marcia Browne. E houve, aí, a era da lousa, do caderno de linguagem, de caligrafia, os quadriculados cadernos de matemática, cujos exercícios eram feitos à caneta molhada no tinteiro, sempre protegida pelo famoso mata-borrão. Nas festas cívicas, no pátio interno, ataviadas de verde-amarelo e das bandeiras que se hasteavam sob a emoção dos uniformes azul e branco, ouviam-se entusiásticas declamações quc interpretavam a sensibilidade dos nossos ecritores! Mais tarde, ao Grupo Escolar fora anexado o Curso Complementar - dois anos a mais depois do curso primário - onde se estudava alemão, francês, extensos pontos de história, geografia, ciências... desenho artístico! Daí saíam os professores para as escolas isoladas, e recursos humanos quc assumiam funções na vida de Itajaí. Substituiu o Curso Complementar o Normal Regional, mais especificamente voltado à formação para o magistério. Excelentes serviços sócioeducacionais prestou este Estabelecimento de Ensino na formação de tantas gerações! Itajaí muito lhe deve! Da lousa à Seleta em Prosa e Verso, correspondeu aos propósitos da educação catarinense. Situado à Rua Hercílio Luz, centro da cidade, hoje abriga a Casa da Cultura Dide Brandão inaugurada em 1982.

Victor Meireles...quem foi ele?


Seu nome completo é Victor Meirelles de Lima, nasceu em Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis em 18 de agosto de 1832, era um pintor brasileiro, é filho de um casal de imigrantes portugueses, Antônio Meireles de Lima e Maria da Conceição. A Academia resolveu custear os estudos do jovem artista, que seguiu para o Rio de Janeiro em 1847, antes de completar 15 anos de idade, onde permaneceu até 1852. Foram dois anos estudando desenho e três anos voltados à pintura histórica. Em 1852, venceu o Prêmio de Viagem à Europa, com a pintura São João Batista no Cárcere. Aos 21 anos incompletos, Victor Meirelles desembarcou em Havre, em junho de 1853. Passou brevemente por Paris e o maior tempo de sua estada em Roma e Florença. Em Roma, estudou com Tommaso Minardi e Nicola Consoni, da Academia de São Lucas, destacando-se como paisagista e retratista. Por sua dedicação e prestação de contas à Academia Imperial, teve seu estágio na Europa renovado por três vezes. Em 1856, seguiu para Milão e posteriormente para Paris, onde permaneceu até 1860. Neste período, aperfeiçoou sua pintura com Léon Cogniet, André Gastaldi e Paul Delaroche, da École des Beaux Arts, onde absorveu os traços romântico-acadêmicos de sua fase histórica. Trocou correspondências com Manuel de Araújo Porto-Alegre, diretor da Academia Imperial e seu mentor intelectual. Foi dele a sugestão para a sua primeira grande pintura, Primeira Missa no Brasil, obra que lhe tomou dois anos de trabalho Ligado ao romantismo brasileiro, ocorrido na segunda metada do século XIX, Victor Meirelles ganhou notoriedade a partir da décade de 1870. Victor Meirelles, apesar de educado em uma tradição neoclássica tingida pelo Romantismo, desenvolveu um estilo cujas influências formais maiores são mais antigas. Mesmo dando enorme ênfase ao desenho, característica típica do neoclassicismo, o modo como organizava suas grandes composições, com grupos opostos se equilibrando mutuamente formando um movimento em grandes curvas, e o tratamento basicamente pictórico e não gráfico da pintura o aproximam da produção do barroco veneziano e espanhol. Suas principais obras foram: - São João Batista no Cárcere (1852) - A Primeira Missa no Brasil (1861) - Passagem de Humaitá (1868) - Combate Naval de Riachuelo (1872) - Batalha de Guararapes (1879)